segunda-feira, 23 de maio de 2016

Sítios arqueológicos

Olá, queridos alunos!

Semana passada finalizamos o Capítulo 3 e falamos sobre sítios arqueológicos. Mas antes de entrarmos em tal tema, vale relembrarmos que há diferentes teorias acerca do povoamento da América. Duas muito famosas são as teses sobre a vinda pelo Estreito de Bering (conectando a Ásia - Rússia - e a América - Alasca) e sobre a chegada a partir da Oceania, em pequenas embarcações, auxiliadas por ventos e correntes marítimas. Para saber mais sobre tais teorias, acesse os links abaixo:

http://www.historiamais.com/homemamericano.htm

http://www.educopedia.com.br/educopedia/objetosEducacionais/historia/6_8_ilus_3.html 

Já que estamos finalizando nosso tema sobre povoamento da América, gostaria de testar seus conhecimentos de forma divertida? Tem um jogo super legal para isto! Eu adorei! Dá uma conferida!

http://www.educopedia.com.br/educopedia/objetosEducacionais/historia/6_8_oa_12.html

Entrando no tema dos sítios arqueológicos, o Brasil tem importantes locais onde podemos encontrar vestígios e evidências da vida humana durante a Pré-História. Um deles é o da Lapa Vermelha, em Minas Gerais. Foi lá que o pesquisador Walter Neves encontrou o fóssil humano mais antigo do Brasil: a Luzia! Um professor de um blog parecido com o nosso contou melhor esta historia: http://tempodoshomens.blogspot.com.br/2011/05/gruta-da-lapa-vermelha.html  

No Piauí, muitos sítios arqueológicos estão reunidos no Parque Nacional Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato. 


Lá, a arqueóloga Niède Guidon concluiu que os primeiros humanos chegaram na América há cerca de 50 mil anos, ou seja, muitos antes do que muitos pesquisadores defendem. Portanto, Guidon acredita que houve várias ondas imigratórias para o nosso continente anteriores ao caminho pelo Estreito de Bering. Para saber mais, acesse os links abaixo:

http://www.verciencia.com.br/noticias/124/arqueologa-niede-guidon-foi-aplaudida-de-pe-ao-final-do-talkshow-verciencia-na-travessa-no-dia-mundial-do-meio-ambiente-5-de-junho

http://super.abril.com.br/ciencia/o-primeiro-brasileiro

Por fim, você sabe o que é um sambaqui? Vamos descobrir melhor? Veja o vídeo a seguir:


quinta-feira, 28 de abril de 2016

Matéria da prova

Queridos alunos,

Já falamos que a prova (dia 10/05) corresponderá aos capítulos 1 e 2 do livro, certo? 

D todo modo, para facilitar, colocarei um roteiro de estudos abaixo:

Roteiro de estudos:

1. Introdução à História

  • Fontes históricas
  • História e memória
  • Desconstrução de História como verdade absoluta, percebendo diferentes pontos de vista
  • Tempo cronológico e tempo histórico
  • Identificação dos séculos
  • Divisão tradicional da História: visão eurocêntrica e etnocêntrica
2. Pré-História
  • Desconstrução do termo Pré-História
  • Período Paleolítico: caça; pesca; coleta; nomadismo; arte (pintura e escultura)
  • Período Neolítico: agricultura; criação de animais; arte (pintura e escultura); semi-nomadismo
Estudem bastante!!!

O povoamento da América

Olá a todos! 

Faz um tempo que não escrevo no blog! Em realidade, por causa do feriado, a 604 está com a matéria atrasada. Então, tem assuntos que alguns alunos ainda não viram. Logo, com exceção desta turma, nas últimas semanas conversamos sobre o povoamento da América. 

Sabemos que o homo sapiens (única espécie de hominídeo existente até os dias de hoje) surgiu na África há cerca de 200 mil anos. Possivelmente, há uns 80 mil anos os humanos começaram a se espalhar para outros continentes. 

Em relação ao povoamento da América, o pesquisador Walter Neves acreditava que primeiro vieram para cá, há 13 mil anos, homo sapiens com aspecto negroide, semelhantes aos aborígenes australianos e com características físicas de negros. Afinal, Luzia, o fóssil mais antigo encontrado na América, tem cerca de 11,5 mil anos. Os restos mortais da possível primeira brasileira foram encontrados em Lagoa Santa, Minas Gerais. Olha como o nosso país tem uma fonte histórica importante para entendermos a vida em nosso continente!! 

Abaixo podemos ver uma imagem do crânio de Luzia e uma reconstrução de como teria sido seu rosto: 


 Walter Neves também defendia que depois dos negroides, há cerca de 11 mil anos, vieram para cá humanos com aspecto mongoloide. Estes teriam dado origem aos índios (não se esqueçam da crítica ao termo índio que fizemos em sala de aula!). Lembram que analisamos imagens de crianças de diferentes localidades, mas todas com características físicas em comum? 

Observem como essas crianças da atual Mongólia (Ásia) se assemelham ao tipo físico de povos indígenas:


 Segundo essa teoria sobre o povoamento da América, tanto negroides quanto mongoloides saíram da África, foram para a Ásia, passaram pelo estreito de Bering e chegaram até o nosso continente. Outra possibilidade seria a de que alguns humanos vieram da Oceania para cá. Tudo isto, no decorrer de milhares de anos! 



A arqueóloga Niède Guidon, que faz inúmeras pesquisas no sítio arqueológico da Serra da Capivara, no Piauí, acredita que há cerca de 80 mil anos já havia vida humana na América! Segundo ela, da África, alguns homo sapiens vieram para onde hoje é o Brasil em pequenas embarcações. Até mesmo o pesquisador Walter Neves ao conhecer a Serra da Capivara começou a pensar que talvez Niède Guidon tenha razão.

Ainda há muitas dúvidas sobre o povoamento da América! Como já falamos, a História não produz verdades absolutas, mas a busca por entender nosso passado e nossas origens é muito legal, não é mesmo?

Para saber mais sobre o tema, o Fantástico fez uma reportagem muito bacana sobre os primeiros habitantes da América!! Não deixem de acessar pelo link abaixo: 


A professora Alessandra disponibilizou no blog dela vários links interessantes sobre o tema. Não deixem de conferir! 


Vocabulário: 
Sítio arqueológico: local onde são encontrados vestígios de seres humanos que viveram no passado.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

A beleza é relativa

Vocês se lembram da Vênus de Willendorf: escultura de cerca de 11cm, criada no período Paleolítico, sendo usada como amuleto de sorte pelos seres humanos daquela época, pois era considerada capaz de gerar prosperidade, fertilidade e fartura? 


 
Pois bem, conversamos que a obesidade, durante o Paleolítico, era vista de forma positiva. Atualmente ainda é assim? Certamente não... Vivemos em uma sociedade presa a um padrão de beleza que valoriza a magreza ou o corpo musculoso. O problema é que muitas vezes ficamos tão preocupados com a aparência que nos esquecemos de ver que a beleza está na diversidade e no respeito ao diferente!

Pensando nos problemas de se preocupar demais em seguir um padrão, assistimos ao clipe de "Pretty Hurts", da cantora Beyoncé em sala de aula, você se lembra? 
Quer conferir de novo? Segue o vídeo:


 Apesar de a beleza definir padrões, estes mudam ao longo do tempo. Afinal, a Vênus de Willendorf tem uma aparência bem diferente da cantora Beyoncé, não é mesmo? Portanto, no fim das contas, a beleza é relativa!

 

A Pré-História

Não é porque usamos o termo Pré-História que não podemos criticá-lo, não é mesmo? A Pré-História é o período anterior à invenção da escrita. Porém, a crítica que fazemos é a seguinte: apesar de não haver escrita, os primeiros seres humanos, bem como os outros hominídeos, já faziam história! Afinal, nos deixaram tantos legados: a invenção do fogo, de vários instrumentos (arco e flecha, forno para assar o pão, arado, enxada, moinhos manuais para moer grãos, tear), a criação da agricultura e da criação de animais, a pintura rupestre, dentre outros exemplos!

Sabemos que a Pré-História se dividiu em dois grandes períodos que já estudamos em sala de aula:
  • Paleolítico 
  • Neolítico
 Falamos bastante sobre as diferenças entre estes dois períodos, não é mesmo? Mas, caso ainda tenha alguma dúvida, é só me perguntar, tudo bem?

 Para entender melhor sobre a Pré-História, recomendo um vídeo indicado no blog da professora Alessandra. Vale muito a pena assistir, ainda que veja aos poucos! Resume os principais assuntos que já conversamos. Aqui vai:


 Recomendo outros links sobre a Pré-História no blog da professora Alessandra! Não deixem de conferir!

http://hist6anoen2.blogspot.com.br/2015/04/folha-de-sao-paulo-cientista-que.html
http://hist6anoen2.blogspot.com.br/2015/04/o-nomadismo-hoje-3-edicao-adaptada.html
http://hist6anoen2.blogspot.com.br/2015/05/otzi-o-homem-do-gelo.html


A divisão tradicional da História

Estudamos a História do mundo dividida em grandes períodos como:

  • Pré-História
  • Antiguidade
  •  Idade Média
  • Idade Moderna
  • Idade Contemporânea

A crítica que podemos fazer a tal divisão é o fato de que é pautada em grandes marcos da História da Europa: por exemplo, a passagem da Idade Moderna para a Contemporânea é a Revolução Francesa. Chamamos isso de eurocentrismo, vocês se lembram? Por muitos séculos os europeus exploraram outros continentes como América, África, Ásia e Oceania. Para justificar esta exploração, diziam ser superiores, podendo levar a "civilização" para os outros povos. 
Nós, aqui no Brasil fomos colonizados pelos portugueses e damos muito valor à História da Europa. Porém, nossa cultura também sofreu e ainda sofre muita influência de diversos povos indígenas, bem como de diferentes povos africanos. Portanto, devemos dar tanto valor aos índios e africanos quanto damos aos europeus! Afinal, não existe cultura melhor do que outra, certo? ;) 
Hoje em dia, somos muito influenciados também pelos norte-americanos, mas não é por isso que devemos achar que os Estados Unidos são superiores aos outros países. Lembrando que quando achamos que os hábitos e costumes por nós seguidos são melhores do que dos outros, chamamos isto de etnocentrismo. No fim, ter uma visão de mundo etnocêntrica é reproduzir uma série de preconceitos, não é mesmo?

Tem um link bem legal falando um pouquinho de África! Dá uma conferida: 

Segue agora um link sobre povos indígenas. Geralmente, a gente usa o termo índio como se todos fossem iguais, mas na verdade há uma diversidade de grupos populacionais, com línguas e hábitos diferentes. Olha a lista montada nesse site:

Para finalizar essa postagem, a divisão tradicional da História do Brasil é:

  • Brasil Colônia
  • Brasil Império 
  • Brasil República

Beijo e até a próxima! o/

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Tempo, tempo, tempo, tempo...

 

Se a História busca entender o ser humano ao longo do tempo, o que seria então o tempo? 
Falamos em sala de aula que, por um lado o tempo é absoluto: não conseguimos parar ou voltar no tempo. Por outro lado, o tempo é relativo: há diferentes maneiras de contarmos o tempo. Portanto, estudamos que há diversos calendários, dentre os quais o cristão, o chinês, o judaico e o muçulmano. Além disso, há várias maneiras de se sentir a passagem do tempo. Se você gosta de História, a aula da professora Roberta tende a passar rápido, porém, se você acha esta matéria chata, o tempo demora a passar. 
A passagem do tempo também é sentida de formas diversas de acordo com o período histórico e com o lugar. Por exemplo, antes dos smartphones, o tempo parecia passar mais lentamente, pois as pessoas eram menos conectadas à internet, muitas não tinham nem luz ou água encanada. Porém, hoje em dia ainda há famílias que vivem em locais muito pobres e em condições precárias. Provavelmente, para tais pessoas, a passagem do tempo ocorre de forma mais lenta do que para você.
Também falamos que existe o tempo cronológico, ou seja, o tempo cronometrado (temos hora para sair e entrar na escola), o tempo dividido em segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, décadas, séculos, milênios...Além deste, existe o tempo histórico, relacionado com a maneira como o ser humano se apropriou e ainda se apropria do tempo. Por exemplo, quando falamos de anos 1960, sabemos que foi marcado por um contexto histórico de feminismo, Guerra Fria, movimento hippie, dentre outras características.
A História se interessa pelo tempo histórico, porém, precisa do tempo cronológico para auxiliá-la, por isso, se utiliza dos séculos. Aliás, você já aprendeu a como saber o século, se lembra? Para relembrar, acesse o site: http://escolakids.uol.com.br/o-calculo-dos-seculos.htm